quarta-feira, 10 de outubro de 2018

terça-feira, 9 de outubro de 2018

UM ESTUDO EM VERMELHO


A procura do que nos assemelha:
A paixão que o tupi deu - urucum,
O rubor tropical de cada um.
Tá no nosso sangue a cor vermelha.

Diga: qual o problema do vermelho?
Um país em que a mistura alenta,
O Amor é amarelo e magenta,
O respeito está além do espelho.

Vamos colocar na boca o carmim,
Marcar a rosa do povo com rubi,
Tingir a paz com o melhor de ti,
O bem é pra todos e não só pra mim.

Do branco, do preto, do novo, do velho
É o amor que deve vir primeiro,
Não ódio pintado no brasileiro.
Diga: qual o problema do vermelho?

#Elenão


O Brasil tá ficando demente.
Tem candidato de cara lisa
Que vê no ódio a sua camisa
E nisso quer ser o presidente.

O ditador sobe nas pesquisas.
Mal sabe o povo que ele mente.
Diz só merdas, pobre da Anvisa!
O Brasil tá ficando doente.

Trouxas de verde e amarelo
Com medo da foice e martelo
Vão perdendo de toda a razão.

O seu vice um vil carniceiro
Quer sacanear o brasileiro,
Mas nós temos salvação: #Elenão!

AFLORISMO


Quando não se tem mais versos
O que fazer com o pedaço do infinito?
Acho que é hora de dormir. É tarde. Não sei calcular a hora dos sonhos, o mês de outubro que adentra como um gato na sombra da gente.

Um silêncio me rodeia. Um intolerável sono quer me libertar da humanidade. Mas acho que no lugar dessa ferida que fecha os olhos feito um armazém, há uma cerimônia única escrita nas camas. Um vulto solitário que pouco uso.

Acho que é hora de dormir. É tarde. Há outros desejos me crescendo. Mas acho que o sonho quer me dominar com a sua impertinente teimosia.
Sou todo noite
Quando tua boca
Não me atravessa
Diariamente.
O despertar é sempre
Um apocalipse.

terça-feira, 2 de outubro de 2018