quinta-feira, 12 de abril de 2018
quarta-feira, 11 de abril de 2018
SOU COMO A CASA
Sou como a casa
A contruir pessoas.
Sou como a casa
Com gatos navegáveis.
Sou como a casa
Pequena de nuvens claras.
Sou como a casa
Firme e triste de ócio.
Sou como a casa
Com uma alma dentro.
Sou como a casa
Com cor intemporal.
Sou como a casa
Pássaros na queda do sono.
Sou como a casa
Sem caminho para fora.
Sou como a casa
Anônima na imaginação das cartas.
Sou como a casa
Grades envergonhadas.
Sou como a casa
Sombra repousada na terra.
Sou como a casa
Sala de star da lua.
Sou como a casa
Bordel para divertir o sol.
Sou como a casa
Coração confundido nos desastres.
Sou como a casa
Poema na testa da criança.
Sou como a casa
Palavra antiga para algumas portas.
Sou como a casa
Janela do mundo num quarto só.
A contruir pessoas.
Sou como a casa
Com gatos navegáveis.
Sou como a casa
Pequena de nuvens claras.
Sou como a casa
Firme e triste de ócio.
Sou como a casa
Com uma alma dentro.
Sou como a casa
Com cor intemporal.
Sou como a casa
Pássaros na queda do sono.
Sou como a casa
Sem caminho para fora.
Sou como a casa
Anônima na imaginação das cartas.
Sou como a casa
Grades envergonhadas.
Sou como a casa
Sombra repousada na terra.
Sou como a casa
Sala de star da lua.
Sou como a casa
Bordel para divertir o sol.
Sou como a casa
Coração confundido nos desastres.
Sou como a casa
Poema na testa da criança.
Sou como a casa
Palavra antiga para algumas portas.
Sou como a casa
Janela do mundo num quarto só.
segunda-feira, 9 de abril de 2018
PÁTRIA
Se a pátria nos impõe desigualdades
E vemos só injustiças e matanças,
Gritemos! Gritemos alto por mudanças,
Pois a liberdade tá atrás das grades.
E vemos só injustiças e matanças,
Gritemos! Gritemos alto por mudanças,
Pois a liberdade tá atrás das grades.
sexta-feira, 6 de abril de 2018
O BRASIL DA GENTE
Grande acordo, com Supremo, com tudo.
Eis o lema atual da nossa bandeira.
Assim vemos o Brasil descer ladeira,
Ao som dorido do martelo agudo.
Enquanto isso, o Temer, senhor poluto,
É santificado pelos seus rebentos,
Ganhando deles, altíssimo tributo,
E satanás sempre cobra seus proventos.
Brasília é mais um traço condenado
Nas páginas da nossa Constituição.
Resta, quem sabe, uma luz sobrevivente?
Sob triste céu de um povo magoado,
Vamos à luta com todo o coração,
Pois é da luta que nasce nossa gente!
MOLHADO
A chuva veio inesperada.
Que raios!
O que você foi fazer
Debaixo dos meus olhos?
Justo hoje que esqueci
O seu nome em casa.
Tive que me abrigar
No vazio das marquises,
Vendo a chuva
Escrever no muro branco
As palavras desabitadas.
Triste, lembrei que o vento
Há de roubar você
E as sombras das janelas.
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