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terça-feira, 9 de outubro de 2018

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

quinta-feira, 26 de julho de 2018

DIA DO ESCRITOR



O branco ofuscante do papel vazio dormia nas mãos inconfessas. O lápis descia uma oitava para que a frase surgisse três compassos depois. E foi assim que ele se descobria, com olhos e mãos patinhando nas ingrediências da poesia.

terça-feira, 24 de julho de 2018

AFLORISMO



Dai aos encontros a condição de te dizer que o amor existe e que não passei pela vida sem te ver.

ARREPARE NÃO


Essas cousas di pueta vêm encravadu na planta du pé. Semente qui a genti pisô ao nascer pras belezuras da eternidade. É um pirigu. Dá febre terçã e paixões pra lua. A gente arrepara nu andar dessis doido avuanu na vida. Algumas bocas mardosa u chama é di peralta. Outros cum muito palavreadu. Todus quando um pueta passa abre roda di medu e fogi prumas páginas di livru.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

O poema é um desígno, por vezes, não acontecido, como um casaco esquecido na invenção da cadeira, onde ainda devemos sentar.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

AFLORISMO

Escrever um poema é ter um copo cheio nas mãos em meio ao terremoto.

AFLORISMOS NOTURNOS

Eu demoro a chegar em casa de noite, sim! Quem nunca parou pra ajudar um vagalume com o pisca alerta ligado?!

domingo, 1 de abril de 2018

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

sábado, 3 de fevereiro de 2018

sexta-feira, 14 de julho de 2017

terça-feira, 27 de junho de 2017

CISMAS POÉTICAS


(Para Pablo Neruda)

1- Estrelas sabem educar vagalumes?
2- Passarinho pousa os olhos em quantos livros?
3- Como vivem as cores berrantes no pasto?

(VFM)

AFLORISMO


A saudade é um retrato empoeirado.

quinta-feira, 8 de junho de 2017