terça-feira, 9 de junho de 2015
segunda-feira, 8 de junho de 2015
quarta-feira, 3 de junho de 2015
MICROCRÔNICA DE CHUTEIRAS
Confederação da Bandalheira Futebolística - CBF
Foi dado o pontapé judicial! A marcação acirrada do FBI entrou de sola no Brasil e o cartão vermelho ficou estampado na cara dos centroavantes: Marin,Teixeira e Del Nero. Não adianta limpar a merda agarrada nas travas das chuteiras, antes de entrar em campo, pois mutreta não sai. O "Patrão Fifa" perdeu o patrocínio. Agora, nesse novo campeonato a PF entrega a taça ao time Mão-Leve: as Algemas! No xilindró, o trio expulso das 4 linhas fica a observar a Justiça na arquibancada a gritar: Segue o jogo! Ansioso, o torcedor brasileiro, vestido com a camisa da lei, espera que o juiz apite a vitória do povo. Possamos assim gritar GOL e comemorar a justa punição!
(VFM)
VEM DA LUA
Ah! vem da Lua a minha sorte.
Vem, amiga! Vem, meu amor!
Qual poema te conforte
Pra você assim não se pôr?
Vem, amiga! Vem, meu amor!
Qual poema te conforte
Pra você assim não se pôr?
Ah! vem da Lua altos mares
E o lume que incendeia.
Crescente pelos altares
E cheia em nossa aldeia.
E o lume que incendeia.
Crescente pelos altares
E cheia em nossa aldeia.
Ah! vem da Lua minha vida,
Espelhando todos os ares,
Em uma luz anoitecida.
Espelhando todos os ares,
Em uma luz anoitecida.
Há (eu sei) ouros solares,
Mas mais vale o que sou:
Prata que não se apagou.
Mas mais vale o que sou:
Prata que não se apagou.
(VFM)
terça-feira, 2 de junho de 2015
NÃO ME MASTURBO POR MAL
não me masturbo por mal.
somente faço três desejos
com vontade de pedir mais,
masssageando minha inuti
lidade diante do poder que
sempre pede mais e mais.
não me masturbo por mal,
mas tenho que aliviar a ten
são entre esses países tão
conflitantes com tesão de
matar, pois quer também
tirar o peso das propinas
e limpar fluidos roubados.
não me masturbo por mal,
porém vivem a gozar de
mim, homens e mulheres,
que não fazem nada e en
golem a porra toda do fato
de estar tudo errado assim.
não me masturbo por mal.
é o jeito de me sentir bem.
somente faço três desejos
com vontade de pedir mais,
masssageando minha inuti
lidade diante do poder que
sempre pede mais e mais.
não me masturbo por mal,
mas tenho que aliviar a ten
são entre esses países tão
conflitantes com tesão de
matar, pois quer também
tirar o peso das propinas
e limpar fluidos roubados.
não me masturbo por mal,
porém vivem a gozar de
mim, homens e mulheres,
que não fazem nada e en
golem a porra toda do fato
de estar tudo errado assim.
não me masturbo por mal.
é o jeito de me sentir bem.
(VFM)
segunda-feira, 1 de junho de 2015
UMA DOSE SUICIDA
um copo se suicidou no bar enquanto
Nietzsche palitava os dentes e retirava
do gasto molar a falta de sentido na vida.
gozando daquele fato à sua frente, como
um fenômeno de uma sociedade marcada
pelo apanágio do individualismo, Nietzsche
franzia o vasto bigode ainda sujo de feijão
e escutava, com seu ouvido indomado, a
solidão de uma mosca. "sem a música a vida
seria um erro", reflexionava diante do seco
estalo em ré sustenido do copo suicida.
o medo se deitava no rosto dos outros
clientes, enquanto o garçom servia mais
uma dose cavalar e justa de campari a
Nietzsche. para ele o copo era um imane
bunda-mole, mas sabia que foi a vontade
para atingir a autorrealização do seu destino.
alguns homens compadecidos acorreram
ao suicida e foram recolhendo os cacos da
condição humana. não foi fácil recolher
as pontiagudas certezas e não se ferir,
ademais, com as incertezas. quando
conseguiram recolher o copo que morreu de
uma maneira orgulhosa, já que estava cheio
de mentiras e embriagando diversos covardes,
e não vivia de uma maneira orgulhosa, indo
de mão em mão, sem uma epistemológica alegria,
resolveu suicidar naquele momento oportuno.
Nietzsche tossiu algumas contribuições, antes de
acender o cachimbo, encobrindo seu pensamento
alto: "perdido seja para nós aquele dia em que
não se dançou nem uma vez! e falsa seja para
nós toda a verdade que não tenha sido
acompanhada por uma risada".
Encetaram as preces ao seu lado e as bundas
amáveis e interrogativas das desconhecidas
respostas esquentaram o ambiente daquele
sórdido bar. transeuntes que passavam por
perto, indefesos e feridos no que deviam
acreditar, perguntaram o que havia ocorrido.
"um copo se suicidou no bar", lastimavam
os presentes cristãos. Após elucidado "o nascimento
da tragédia", uma senhora mais sestrosa bate
no ombro apolíneo de Nietzsche: "qual o nome
da vítima?". ele, orgiástico à indagação, intoxicou
o ar caliginoso com sua resposta: "zaratrusta!",
e continuou seu brinde à morte como uma festa.
a oração prosseguia e o nobre filósofo terminava
sua bebida sanguínea, delibando a baco seu
olhar eterno e explicitamente barato. Nietzsche,
cansado da latomia, pediu a conta e deixou os
10% para que o suicida pagasse. se despediu
com um aforismo exaltado e um olhar catatônico:
"até deus tem um inferno: é o seu amor pelos
homens". O garçom, sem muito entender aquela
figura exótica, ficou a observar Nietzsche sair com
sua fresca risada, desinfetando a velha moralidade
da religião, com sua farda de super-homem.
Nietzsche palitava os dentes e retirava
do gasto molar a falta de sentido na vida.
gozando daquele fato à sua frente, como
um fenômeno de uma sociedade marcada
pelo apanágio do individualismo, Nietzsche
franzia o vasto bigode ainda sujo de feijão
e escutava, com seu ouvido indomado, a
solidão de uma mosca. "sem a música a vida
seria um erro", reflexionava diante do seco
estalo em ré sustenido do copo suicida.
o medo se deitava no rosto dos outros
clientes, enquanto o garçom servia mais
uma dose cavalar e justa de campari a
Nietzsche. para ele o copo era um imane
bunda-mole, mas sabia que foi a vontade
para atingir a autorrealização do seu destino.
alguns homens compadecidos acorreram
ao suicida e foram recolhendo os cacos da
condição humana. não foi fácil recolher
as pontiagudas certezas e não se ferir,
ademais, com as incertezas. quando
conseguiram recolher o copo que morreu de
uma maneira orgulhosa, já que estava cheio
de mentiras e embriagando diversos covardes,
e não vivia de uma maneira orgulhosa, indo
de mão em mão, sem uma epistemológica alegria,
resolveu suicidar naquele momento oportuno.
Nietzsche tossiu algumas contribuições, antes de
acender o cachimbo, encobrindo seu pensamento
alto: "perdido seja para nós aquele dia em que
não se dançou nem uma vez! e falsa seja para
nós toda a verdade que não tenha sido
acompanhada por uma risada".
Encetaram as preces ao seu lado e as bundas
amáveis e interrogativas das desconhecidas
respostas esquentaram o ambiente daquele
sórdido bar. transeuntes que passavam por
perto, indefesos e feridos no que deviam
acreditar, perguntaram o que havia ocorrido.
"um copo se suicidou no bar", lastimavam
os presentes cristãos. Após elucidado "o nascimento
da tragédia", uma senhora mais sestrosa bate
no ombro apolíneo de Nietzsche: "qual o nome
da vítima?". ele, orgiástico à indagação, intoxicou
o ar caliginoso com sua resposta: "zaratrusta!",
e continuou seu brinde à morte como uma festa.
a oração prosseguia e o nobre filósofo terminava
sua bebida sanguínea, delibando a baco seu
olhar eterno e explicitamente barato. Nietzsche,
cansado da latomia, pediu a conta e deixou os
10% para que o suicida pagasse. se despediu
com um aforismo exaltado e um olhar catatônico:
"até deus tem um inferno: é o seu amor pelos
homens". O garçom, sem muito entender aquela
figura exótica, ficou a observar Nietzsche sair com
sua fresca risada, desinfetando a velha moralidade
da religião, com sua farda de super-homem.
(VFM)
Assinar:
Postagens (Atom)