quarta-feira, 22 de julho de 2009

Continuação dos Mini Contos

É... Realmente o elan anda pelo lado objetivo e simples dos nanicocontos. Agora cismei de escrevê-los. No entanto, continuo na lida com o trabalho sobre o Castro Alves. Neste, sim, preciso de uma unção plena de inspiração. Dê-me forças, Apolo!


1- Empresário Suicida

Enforcou-se com a sua gravata,
barata, após pedir concordata.

2- Vênus

Com tanta beleza
Foi morta
Pela mãe natureza.

3-

A maior cobiça
É querer comer
Uma noviça.

(VFM)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Outros Mini Contos

Como ando empolgado com meus Mini Contos, talvez pelo caráter pragmático, posto novamente outros para vocês.


Adolescência

Tinha a face da cor da rosa
E um cravo no nariz.

Filho de Peixe...

Assado ou sushi será!

Político

Cansado de votos nulos
Resolveu candidatar-se
Para o próximo túmulo.


(VFM)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Minha Crônica no Tribuna Lagoana: Sim!

Sim

Foi assim que terminou, com um “Sim!”. Ou, analisando do avesso, foi assim que começou? Não vou fazer mistério dos acontecimentos... Talvez. Explico: No fim de semana, uma coisa de impressionante tomou o meu dia a dia. Estava, cá, em Nova Era, quando comecei a refletir sobre a vida; na verdade, sobre este termo (advérbio, em alguns casos, substantivo masculino, noutros) o “Sim”. Ele querendo ou não já foi e é periodicamente falado por aí. Bilhões de bocas, odiosas e alegres, já conhecem o seu som. Cada um deve ter dito da sua forma e circunstância. Quem nunca disse um Sim na vida? Quem renega que tampe a cara com o leque da vergonha.

Há casos que dizemos de maneira forçosa, soltamos a palavra pelo vão do dente. Até parece mentirmos, mas era o intuito. Em outras situações falamos por educação, ou moda (será?). Convido cada um a sentar-se comigo e pensar demoradamente, até endoidecer, e descobrir o próprio show do Sim. Você deve estar matutando que digo asneiras, que devaneio, mas não! Passe a observar algumas coisas: como é bom ouvir estas três letrinhas quando alguém nos pede ajuda, licença, simplesmente, e porque não no perdão? Ora, ora, assim eu imaginei esta crônica, cheia de boas intenções, uma pequena perspectiva em um sorriso, pronunciando, com ternura, um Sim.

Aceita um pedaço de bolo? Aceita um beijo? Um abraço de mãe? Nem titubeio e confirmo de pronto. Claro que já disse não, mas, confesso, tenho agudo problema em dizê-lo. Ah, estimados leitores, apresento-lhes o bondoso Sim! No entanto, todo cuidado é pouco para pronunciá-lo. Não vá sair apertando, em época de eleição, o tão “inocente” Sim. Aparência não faz milagre! Às vezes um Sim pode muito bem deixar alguém triste e fazer chorar.

Para encurtar a conversa e esclarecer aonde quero chegar, esta reflexão veio à tona lá no Automóvel Clube, em um dia muito especial.

O casal vinha adiante, em êxtase, de olhares radiantes, todos os dentes a mostra, branquinhos, reflexo do vestido da noiva. Exatamente, era um casamento. Os noivos: Minha querida prima, Tarsila, e, agora seu marido, Robeílson. Passaram no meio da multidão, deixavam a alma ser beijada por todos. Creio que as pernas tremiam e o véu vinha atrás, carregando toda a emoção. O pastor fez as honras e as bênçãos. Deus colocou a mão no coração de ambos. No meu também. No final, veio a pergunta: “Você aceita ele(a) como seu legítimo esposo(a)?”. A inquietação devia estar presa na garganta. O perfume não demorou a sair: “Sim, eu aceito!”. O amor deixou-se beijar naquele momento...

Muito tempo que não ia a um casamento, pois antes, o último eu devia ter uns oito anos, pouco me importava. Mas este foi diferente. Foi aí que me dei conta e descobri a explosão de um “Sim”, que me fez chorar... E me deixou muito feliz.

Ê palavrinha surpreendente!


(VFM)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Declaração

Ao Eterno

Momentos únicos e uníssonos tenho contigo. Medos que se alastram endêmicos. A transpiração não se reestabelece, nem a noite, continua inerte e impassiva. Pensamentos quotidianos, olhar equatoriano, com admiração, os olhos fugidios. Sorriso oculto. A distância imperfeita, vaga, segunda parte da saudade, esfacela o coração ainda que em infinitos sentimentos; nada modifica a brisa que entremeia nosso caminho. Não existe admiração, mas, sim, devoção. Completude quando penso que deveria ter te enredada em minhas graças. E assim vivo, na falta, nos longos dias, alquebrado, plantando em chão infecundo. Quem poderia sobreviver assim? O desejo não fraqueja na procela indigna, mas, tu, amor, és o raio do mundo, intérprete do Amor. Hei de permanecer encantado por onde tu fores, mesmo sem horizontes. De Amor, minha face germina vida...Por tudo, amo-te!

(VFM)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mais Mini Contos

Já que estou influenciado pelo erotismo e a pornografia, devido ao meu trabalho em analisar "As mulheres e o erotismo em Espumas Flutuantes de Castro Alves", os Mini Contos têm sido influenciados pela proposta, fazer o quê! Aos pudicos acho melhor pularem o post.

1- Putinha Cega
Sempre com um olho alerta,
Pelo menos o do cu.

2- Pedófilo
Adorava foder com a Barbie na mão.

3- Orgia
- Na orelha não!

4- Casal Israelita
- Posso te Torá?
- Judia!

5- Pedido
- Namora comigo?
- Claro! Dez reais por quinze minutos.

(VFM)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Mini Contos

Caríssimos leitores! Preciso duma ajuda docês: Quando não se tem inspiração pra nada, o que fazer com o vácuo? Que assunto vazio abordar? Estou tão atolado de cousas do Mestrado pra pensar que não sei por onde começa o nó e termina o pescoço. Tá osso!

Mini Contos:

1 - Notícia
A Puta que pariu!

2- Dívida
- Me fode! Me fode!
- Pode deixar, estou sem dinheiro mesmo.

3- Labuta
- Hoje estou sem tesão.
- Maldito trabalho na zona!

4- Excêntrico
- Amor! Me faz gozar?
- Claro! O que quer que eu faça?
- Fico mais excitado quando você
Enfia o dedo no meu nariz.

5 - Atriz
- Nunca ganhei tanto dinheiro!
Vou fazer mais filmes com 300.

6- Mor Amor
Adorava sua mulher.
Por isso fazia questão
De gozar precocemente.

7- Solução
Conseguiu esquecer a Aurora
fodendo a Noite.

8- Investimento
Tomou no cu inúmeras vezes,
Pois assim lucrava mais.

9- Equilíbrio
Era péssima garçonete.
Odiada pela família.
Feia e gorda.
Mas fodia gostosinho.

10- Convergência Tecnológica
Cansou de vibradores,
Resolveu tentar com pen-drives.

11- Traidora
- Como é que você foi dar para ele?
- É a minha profissão, ora!

12- Feto Ninfomaníaco
Como não tinha pinto,
Masturbava com o cordão umbilical.

13- Swing
- Me come assim, amor! Vai!
- Me desculpe, mas seu marido
Está na sala ao lado.

(VFM)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Fragmentos e Poemas Memoráveis

Depois de uma sumida, ida , ida, ida para algum lugar, ou sem lugar, chego com a mais famosa série deste blog. Confesso que ultimamente a verve anda me abandonando, creio que a perdi num bar. Estou atrás dela. Dureza da natureza. O fragmento de hoje é de um livro que me cativou pela forma audaciosa e, principalmente, erótica do texto. A história dos mancebos baianos.

"O menino era uma tentação por demais grande. Nem parcia um meio-dia de inverno. O sol deixava cair sobre as ruas uma claridade macia, que não queimava, mas cujo calor acariciava como a mão de uma mulher. No jardim próximo as flores desabrochavam em cores. Margaridas e onze-horas, rosas e cravos, dálias e violetas. Parecia haver na rua um perfume bom, muito sutil, que Pirulito sentia entrar nas suas narinas e como que embriagá-lo."

Livro: Capitães de Areia

Autor: Jorge Amado