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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

a PEC 55: um DESPAUTÉRIO!


Uma das palavras para podermos bradar aos membros do Senado e a outros golpistas de plantão no dia de hoje, DESPAUTÉRIO designa-se uma "ação absurda, grande tolice; despropósito, disparate", conforme o léxicon.
Dois mil e dezesseis veio confirmar que vivemos num país em que despautérios pululam em nossa pátria e são maiores que o "Gigante pela própria natureza" do hino nacional. No campo etimológico e semântico da palavra e dos absurdos, podemos colocar a Proposta de Emenda à Constituição - PEC 55 como um sinônimo do absurdo.
Vocábulo tão palatável para nossos políticos golpistas (amantes de Dias Gomes e seu famigerado personagem Odorico Paraguaçu), nossos parlamentares são autênticos despautérios em nosso Congresso.
A palavra foi grafada pela primeira vez em dicionário em 1899, originária de Despautère ou Despauterius, "conforme se considere a versão afrancesada ou latinizada do nome do gramático flamengo J. van Pauteren, autor de um livro de 1537, Comentarii gramatici, que gozou de grande difusão na Europa entre os séculos 16 e 17, mas era uma obra “confusa e rica de dislates”, segundo o Houaiss. Para a Larousse, citado por Silveira Bueno, o homem era “difuso, obscuro e cheio de declamação”.
A síntese de tudo é que a PEC, Temer e sua choldra agora se enquadram no termo DESPAUTÉRIO, que segundo os dicionaristas era um gramático demagogo e cretino.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Etimologia

Opa! Opa! Opa! De novo aqui no Prosa & Glosa trago as palavras do Márcio Bueno sobre a "A origem curiosa das palavras". Apesar de ter sido meu quarto devastado pelo furacão da arrumação (adorava minha bagunça "organizada"), não sei muito bem por onde andam meus livros, meus compêndios, artigos, ensaios, opúsculos etcetera e tal. Com o tempo, assim espero, vou localizando. Enfim, apesar de estar me sentindo num outro mundo, dentro do meu próprio quarto, vai aí algumas informações detrás da fechadura para vocês.

EUNUCO: Homem castrado que, no Oriente, tinha o ofício de guardar, ou proteger, as mulheres de um harém. Eles eram castrados para que jamais sentissem nem vontade de extrapolar suas funções. A origem remota é o grego "eunoûchos" (guardião da cama, guardião de mulheres), palavra formada pelos elementos "euné" (leito) e "échein" (guardar). Mesmo assim não confiaria meu harém a ele hahahahahaha.

GRAVATA: Vem do francês "cravate". Nos séculos XVII e XVIII, até a Revolução, o Exército francês contou um regimento de cavalaria formado por mercenários croatas conhecidos como Royale-Cravate. Os soldados desse regimento usavam uma tira de pano pendurada ao pescoço, que passou a ser chamada também de "cravate", o que deu origem à denominação da nova peça de uma indumentária.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Etimologia

Caríssimos! O Márcio Bueno me contou em seu livro o histórico das palavras, cousas muito interessantes. Aproveitem ávidos e famintos pelo o obscuro dos termos.

PALHAÇO: Artista, sobretudo de circo, que se veste de maneira espalhafatosa, com maquiagem grotesca. O termo vem do italiano "pagliàccio", nome do tipo cômico do teatro tradicional. O personagem tinha esse nome por se vestir com uma roupa bizarra, feita com o mesmo tecido listrado dos colchões de palha ("paglia", em italiano).

MUSA: Tudo quanto pode inspirar um poeta. Na mitologia grega, chamava-se Musa cada uma das nove deusas, filhas de Zeus e Mnemósine, que presidiam às artes liberais e tinham representações específicas. O termo veio do latim "musa", derivado do grego "moûsa". Deste vocábulo grego derivou também o "mouseîon" (museu), cuja acepção original era o de 'templo das musas' e que, por extensão, passou a designar 'lugar destinado à reunião e exposição de obras de arte, de peças e coleções científicas, ou de objetos antigos'. Outro termo derivado do grego "moûsa" é "mousiké", origem remota de 'música', que nos chegou pelo latim "musica".



terça-feira, 26 de maio de 2009

Etimologia

Olá Caríssimos! Para não perder o costume, novamente posto as hilárias histórias "genealógicas" das palavras. Para os sôfregos dos mistérios dos termos, o Márcio Bueno conta e perscruta a etimologia do nosso vernáculo. Degustem!

Tesão: Alguns dos sentidos são "excitação, desejo sexual; estado do pênis em ereção; pessoa que desperta desejos seuxuais". Assim como "tensão", o termo deriva, por via popular, do latim "tensio", "-onis", do verbo "tendere" (esticar, retesar, distender). Tesão era uma palavra usada correntemente, inclusive na literatura, com o sentido de "força, intensidade; manifestação de violência". Mas, à medida que passou a ser utilizada popularmente com os sentidos relacionados com sexo, foi desaparecendo da linguagem culta, como ocorreu com outros vocábulos de história semelhante.

Testículo: Glândula sexual masculina, ou gônada masculina. Em latim, testículo era chamado de "testis" e, a partir do primeiro século da era cristã, pelo seu diminutivo, "testiculus". Essa mudança ocorreu no latim vulgar, que passou a adar preferência aos sufixos diminutivos. O mais curioso é que "testis" significava "testemunha". Ou seja, os romanos chamavam as gônadas masculinas de tal e posteriormente de "pequenas testemunhas". Devem estar se perguntando por quê, né?! Os testículos eram assim denominados por serem "testemunhas da virilidade", por conseguinte, não tomavam parte ativa no ato sexual, apenas testemunham.


quinta-feira, 14 de maio de 2009

Etimologia

Buenas! De volta e com a língua solta, chego para afogar a curiosidade dos famélicos leitores e ávidos por conhecimento. Mais uma vez o Márcio Bueno me contou no seu livro a estirpe curiosa das palavras, achegue-se mais, fique a vontade.

Vintém: Antiga moeda portuguesa de cobre introduzida no Brasil no final do século XVI - equivalia a vinte réis. A conclusão de que "vintém" tem origem exatamente no valor - "vinte réis - é tentadora. Mas a explicação é outra. A origem de "vintém" é o português antigo "vinteno", cujo valor correspondia à vigésima parte (um vinteavo) de um cruzado (400 réis).

Xará: O termo é usado no sentido de "homônimo" e também de "amigo", "companheiro". Trata-se de mais uma contribuição dos indígenas à língua portuguesa. A origem é o tupi "xe´rerá", que significa "meu nome".

Té a próxima!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Etimologia

Olá marujos cibernéticos! Reitero, aqui, o post das curiosidades de interesse intelectual, com informações insólitas, que o Márcio Bueno anda me contando em seu livro. Vai aí mais algumas guloseimas do nosso léxico.

ÉBRIO: Bêbado, embriagado, sendo seu oposto "sóbrio" - o fato de se referirem ao mesmo assunto e terem as mesma terminações parece indicar que existe uma relação de parentesco entre os dois termos. "Ébrio" vem do latim "ebrius", cuja formação é controversa. Segundo F. Saraiva, o termo seria formado por "e-", ou "ex-" (acima de), e "bria" (caneca para vinho). Outros autores explicam que quem se excedia, tomando uma quantidade acima da medida da caneca para vinho, ficava "e-bria", ou "ex-bria", o que teria dado no nosso "ébrio".

GLANDE: O termo vem do latim "glans", "glandis" e designava o fruto do carvalho ou da azinheira e outros objetos em forma de bolota. No século XIX, pela semelhança, o termo "glande" foi adotado por via culta, em anatomia, para denominar a cabeça do pênis. Uma derivação do termo latino é o diminutivo "glandula", origem da nossa "glândula", que serve para designar "pequena bolota" do organismo, como, por exemplo, a amígdala.

É isso! Té a próxima!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Etimologia 2

Volto com a série de Etimologia das palavras ou A Origem Curiosa delas, do Márcio Bueno, para, assim, matar a fome dos interessados e desejosos para aprender sobre, como bem disse Bilac, a Última Flor do Lácio.

CIGARRO: O hábito de fumar é uma invenção dos indígenas das Américas. Há cerca de três mil anos, os maias já fumavam tabaco e espalharam o vício entre outras tribos americanas, que mais tarde transmitiram o "infeliz" costume aos brancos. Segundo a Real Academia Espanhola, os navegadores da Espanha deram o nome de cigarro ao charuto que era fumado pelos índios, por causa da semelhança com o corpo da cigarra. Até hoje, o que os espanhóis chamam de cigarro é o charuto. A industrialização começou no século XIX, na França. O produto, que não passava de um pequeno charuto, ou charutinho, recebeu sufixos diminutivos em espanhol (cigarrillo), em italiano (sigaretta), em francês (cigarette) e em inglês (também cigarette, copiado do francês). "Cigarro" ficou sendo o filhote industrializado do charuto.

COCA: O nome "coca" vem de kuka, da língua quichua, falada por povos que habitavam os Andes, entre os quais os incas, e que ainda hoje é falada por seis milhões de pessoas em países como o Equador, Peru, Bolívia e Argentina. A coca é o arbusto de cujas folhas e cascas se extrai a substância tóxica denominada "cocaína". Os índios, anteriormente, tinham o costume - e têm ainda hoje - de mascar as folhas de kuka por causa de suas propriedades estimulantes e de jogar a substância nos rios para narcotizar os peixes e facilitar a pescaria. (Peixinhos tudo noiados, essa foi boa!)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Etimologia

Como sou um aficionado pelas palavras, gosto de saber o nascituro de cada uma: Donde vieram, a estirpe (risos), mutações (X-men), em suma, a origem curiosa delas. Fiz uma busca no livro do Márcio Bueno, que muito me auxiliou. Por isso, abro aqui um espaço para elucidar a vocês a etimologia dos termos. Espero que apreciem.

ONANISMO: Masturbação masculina. A origem do termo é a história do personagem bíblico Onã, do velho Testamento. Tendo morrido seu irmão, foi-lhe ordenado que se casasse com a viúva, obedecendo a uma lei dos hebreus - sempre que morria um homem casado, seu irmão tinha que se casar com a cunhada, mas o primeiro filho seria descendente do defunto. Acreditando que o filho não seria seu, mas do irmão morto, Onã sempre interrompia a relação sexual pouco antes de gozar, completando o ato com a mão. Ao expelir o sêmen para fora da mulher, evitava a fecundação. Seu comportamento, que acabou associado à prática da masturbação, não foi do agrado do Senhor, que simplesmente o fez pagar com a vida pela traquinagem. (Quanta sacanagem!)

BOCETA: O termo designa pequena caixa redonda, oval ou elíptica e aparecia frequentemente nas obras de vários escritores, principalmente de Machado de Assis, como, por exemplo, em Memórias póstumas de Brás Cubas, de 1881: "Vinha com ela uma boceta contendo um bonito relógio com as minhas iniciais gravadas". Quando passou a ser usado popular e amplamente para designar a genitália feminina, possivelmente entre as décadas de 1910 e 1920, o termo desapareceu completamente da linguagem culta. Em Portugal, apesar de ter incorporado esse novo sentido, o vocábulo - e sua variante buceta - é usado sobretudo, e com naturalidade, no sentido de caixa e também como sobrenome. E por que razão o termo incorporou esse outro sentido? Por causa do receptáculo, os sinônimos da genitália feminina são contados às centenas e, na maioria das vezes, a associação é algum tipo de receptáculo. O uso do termo pode ter contribuído para disseminar os apelidos, pois o fato destas caixas acondicionarem também o fumo, popularmente sinônimo de pênis no Brasil. (Vou rever meus conceitos agora)