terça-feira, 24 de julho de 2018

AFLORISMO



Dai aos encontros a condição de te dizer que o amor existe e que não passei pela vida sem te ver.

DIA DO ROCK


Com seu coração de gelo
A saudade bate
On the rocks.

ARREPARE NÃO


Essas cousas di pueta vêm encravadu na planta du pé. Semente qui a genti pisô ao nascer pras belezuras da eternidade. É um pirigu. Dá febre terçã e paixões pra lua. A gente arrepara nu andar dessis doido avuanu na vida. Algumas bocas mardosa u chama é di peralta. Outros cum muito palavreadu. Todus quando um pueta passa abre roda di medu e fogi prumas páginas di livru.

MINICONTO


Jogador

Pendurou as chuteiras porque andava pisando na bola com o time.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

SILÊNCIO


Pensar em silêncio
O ruído que rói o homem,
A palavra estonteada
Do tempo.
O silêncio dos terraços
Pelo lado de dentro,
Pelo lado de dentro
Da gente.
O terrível silêncio
Subterrâneo do grito.
Acordemos as vozes
Dos mortos,
Árvores caladas.
Pensar em silêncio
A cidade debaixo
Do passado,
Antes que se extinga,
Durante os meses
Da fala, o mais remoto dom:
O silêncio

segunda-feira, 4 de junho de 2018

O poema é um desígno, por vezes, não acontecido, como um casaco esquecido na invenção da cadeira, onde ainda devemos sentar.

PARENTE DO HINO NACIONAL


Ouviram no Ipiranga as bombas tácitas
De um povo em caminhões beligerantes
E o preço da Petrobrás um ágio estúpido
Parou na Shell da Pátria revoltante.

Se o motor tá na anormalidade
Conseguimos empurrar com braço forte,
Em um posto vai parar, ó humanidade,
Pois a gasolina vai cobrir a nossa morte!

Ó Pátria finada
Uma gota pra cada
Salve! Salve!