Toda guerra enche os beijos de pólvora. Sombras de sangue. Lágrimas explodidas. Ó pátria fendida, tende piedade dos sonhos bons. Não quero ter olhos cúmplices, ó guerra! Deixe as mãos no repouso de um amor. Teus filhos querem histórias alegres. Que a única morte seja a tua, infiel.
Ata tua boca com a fita do meu desejo. Ata tua boca com a imensidão e a brevidade. Ata tua boca com a fome do meu ser. Ata tua boca a minha, com todas as linhas. Ata tua boca! Ata, com as mentiras e mistérios.
A lua parada no bosque escuro... Uma estrela, abafada pela noite, uiva. No recanto do céu, um sonho vagabundo dormita na quentura pacífica da madrugada. Eu fingia que não via nada, só o bocejo do silêncio.