Eu não sou mais feito de saudade. Já plantei em mim a fecunda noção da ausência. Embora possa tudo acabar agora, o que passou como lembrança, devolvo ao tempo ou para o amanhã.
Eu não sei lidar com o Amor que há em mim... E só serei feliz se me perder pelos seus encantos. De muito relutar não me achei. Talvez eu me encontre perdido, de livro em livro, incompreendido como palavra. Se por acaso eu puder descerrar o coração, tornando-o livre, e deixar minha boca molhada dizer delirante ‘Eu te amo’, creio que assim serei feliz. Enfim. No Amor eu me perco e me acho.