terça-feira, 14 de julho de 2009

Mini Contos

Caríssimos leitores! Preciso duma ajuda docês: Quando não se tem inspiração pra nada, o que fazer com o vácuo? Que assunto vazio abordar? Estou tão atolado de cousas do Mestrado pra pensar que não sei por onde começa o nó e termina o pescoço. Tá osso!

Mini Contos:

1 - Notícia
A Puta que pariu!

2- Dívida
- Me fode! Me fode!
- Pode deixar, estou sem dinheiro mesmo.

3- Labuta
- Hoje estou sem tesão.
- Maldito trabalho na zona!

4- Excêntrico
- Amor! Me faz gozar?
- Claro! O que quer que eu faça?
- Fico mais excitado quando você
Enfia o dedo no meu nariz.

5 - Atriz
- Nunca ganhei tanto dinheiro!
Vou fazer mais filmes com 300.

6- Mor Amor
Adorava sua mulher.
Por isso fazia questão
De gozar precocemente.

7- Solução
Conseguiu esquecer a Aurora
fodendo a Noite.

8- Investimento
Tomou no cu inúmeras vezes,
Pois assim lucrava mais.

9- Equilíbrio
Era péssima garçonete.
Odiada pela família.
Feia e gorda.
Mas fodia gostosinho.

10- Convergência Tecnológica
Cansou de vibradores,
Resolveu tentar com pen-drives.

11- Traidora
- Como é que você foi dar para ele?
- É a minha profissão, ora!

12- Feto Ninfomaníaco
Como não tinha pinto,
Masturbava com o cordão umbilical.

13- Swing
- Me come assim, amor! Vai!
- Me desculpe, mas seu marido
Está na sala ao lado.

(VFM)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Fragmentos e Poemas Memoráveis

Depois de uma sumida, ida , ida, ida para algum lugar, ou sem lugar, chego com a mais famosa série deste blog. Confesso que ultimamente a verve anda me abandonando, creio que a perdi num bar. Estou atrás dela. Dureza da natureza. O fragmento de hoje é de um livro que me cativou pela forma audaciosa e, principalmente, erótica do texto. A história dos mancebos baianos.

"O menino era uma tentação por demais grande. Nem parcia um meio-dia de inverno. O sol deixava cair sobre as ruas uma claridade macia, que não queimava, mas cujo calor acariciava como a mão de uma mulher. No jardim próximo as flores desabrochavam em cores. Margaridas e onze-horas, rosas e cravos, dálias e violetas. Parecia haver na rua um perfume bom, muito sutil, que Pirulito sentia entrar nas suas narinas e como que embriagá-lo."

Livro: Capitães de Areia

Autor: Jorge Amado

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Arte com Poesia

Adorei o que a OZ fez com um poema meu, até já o postei anteriormente, mas como ficou bacana a junção, vale a pena postar novamente.

Wordle: REVERSO

Crise (?)


Hoje, após ler alguns comentários, blogs alheios e vivenciar o acontecimento, entrei num dilema, o famoso: estou entre Cilas e Caríbdis. Percebi, de fato, que o tal do Twitter está modificando a internet. Já cheguei um pouco tardio com meus escritos a um blog, já fiz o meu Twitter (http://twitter.com/ProsaeGlosa), mas a questão: O Twitter vai findar com os blogs? O que eu faço com o quê? Creio que não, mas que o TW está tirando o foco e a atenção, isso está! Enfim, vou pensando e tentando mobiliar as cousas nos 2. Vamos ver no que dá!


É isso!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Precisa-se!

Então, caríssimos, escrevi este "poeminha", mas na verdade pensei nele como uma música. Ainda não tem nome, ah!, também nem sei se dá para musicar isso. Mas, tá aí. Caso queiram me ajudar num nome (Precisa-se), fiquem a vontade, puxem a cadeira, falem sem pingos.

(Sem Título, por ora)

Ele sonha e presume,
Que a dama de setembro,
Canta para se escutar.
Ele acha o perfume
Que a dama de setembro
Tem vem pro seu lar.
Assim ele vive contente
E muito além, satisfeito,
De tudo o que ele sente
Para ele não foi feito.
Para ele não foi feito.

(VFM)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Etimologia

Opa! Opa! Opa! De novo aqui no Prosa & Glosa trago as palavras do Márcio Bueno sobre a "A origem curiosa das palavras". Apesar de ter sido meu quarto devastado pelo furacão da arrumação (adorava minha bagunça "organizada"), não sei muito bem por onde andam meus livros, meus compêndios, artigos, ensaios, opúsculos etcetera e tal. Com o tempo, assim espero, vou localizando. Enfim, apesar de estar me sentindo num outro mundo, dentro do meu próprio quarto, vai aí algumas informações detrás da fechadura para vocês.

EUNUCO: Homem castrado que, no Oriente, tinha o ofício de guardar, ou proteger, as mulheres de um harém. Eles eram castrados para que jamais sentissem nem vontade de extrapolar suas funções. A origem remota é o grego "eunoûchos" (guardião da cama, guardião de mulheres), palavra formada pelos elementos "euné" (leito) e "échein" (guardar). Mesmo assim não confiaria meu harém a ele hahahahahaha.

GRAVATA: Vem do francês "cravate". Nos séculos XVII e XVIII, até a Revolução, o Exército francês contou um regimento de cavalaria formado por mercenários croatas conhecidos como Royale-Cravate. Os soldados desse regimento usavam uma tira de pano pendurada ao pescoço, que passou a ser chamada também de "cravate", o que deu origem à denominação da nova peça de uma indumentária.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ausência

Caso te chamo Ausência,
Brilho de léguas e léguas,
Te entendo como Solidão.
Tenha de mim Clemência,
Tenha por mim Comoção.

Caso te chamo Ausência
É porque criei a Distância.
Engana-me o teu Perfume,
Fruta da Maleficência,
Saudade com Azedume.

Caso te chamo Ausência,
Lábio invisível do Silêncio,
É sabendo da tua Presença,
Já que a tua Reincidência
Traz sempre Desavença.

Caso te chamo Ausência
(Por mais quanto Tempo?)
É por não ter Personificação.
Caso te chamo Carência
É por faltar-lhe um Coração.


(VFM)