quinta-feira, 9 de julho de 2009

Crise (?)


Hoje, após ler alguns comentários, blogs alheios e vivenciar o acontecimento, entrei num dilema, o famoso: estou entre Cilas e Caríbdis. Percebi, de fato, que o tal do Twitter está modificando a internet. Já cheguei um pouco tardio com meus escritos a um blog, já fiz o meu Twitter (http://twitter.com/ProsaeGlosa), mas a questão: O Twitter vai findar com os blogs? O que eu faço com o quê? Creio que não, mas que o TW está tirando o foco e a atenção, isso está! Enfim, vou pensando e tentando mobiliar as cousas nos 2. Vamos ver no que dá!


É isso!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Precisa-se!

Então, caríssimos, escrevi este "poeminha", mas na verdade pensei nele como uma música. Ainda não tem nome, ah!, também nem sei se dá para musicar isso. Mas, tá aí. Caso queiram me ajudar num nome (Precisa-se), fiquem a vontade, puxem a cadeira, falem sem pingos.

(Sem Título, por ora)

Ele sonha e presume,
Que a dama de setembro,
Canta para se escutar.
Ele acha o perfume
Que a dama de setembro
Tem vem pro seu lar.
Assim ele vive contente
E muito além, satisfeito,
De tudo o que ele sente
Para ele não foi feito.
Para ele não foi feito.

(VFM)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Etimologia

Opa! Opa! Opa! De novo aqui no Prosa & Glosa trago as palavras do Márcio Bueno sobre a "A origem curiosa das palavras". Apesar de ter sido meu quarto devastado pelo furacão da arrumação (adorava minha bagunça "organizada"), não sei muito bem por onde andam meus livros, meus compêndios, artigos, ensaios, opúsculos etcetera e tal. Com o tempo, assim espero, vou localizando. Enfim, apesar de estar me sentindo num outro mundo, dentro do meu próprio quarto, vai aí algumas informações detrás da fechadura para vocês.

EUNUCO: Homem castrado que, no Oriente, tinha o ofício de guardar, ou proteger, as mulheres de um harém. Eles eram castrados para que jamais sentissem nem vontade de extrapolar suas funções. A origem remota é o grego "eunoûchos" (guardião da cama, guardião de mulheres), palavra formada pelos elementos "euné" (leito) e "échein" (guardar). Mesmo assim não confiaria meu harém a ele hahahahahaha.

GRAVATA: Vem do francês "cravate". Nos séculos XVII e XVIII, até a Revolução, o Exército francês contou um regimento de cavalaria formado por mercenários croatas conhecidos como Royale-Cravate. Os soldados desse regimento usavam uma tira de pano pendurada ao pescoço, que passou a ser chamada também de "cravate", o que deu origem à denominação da nova peça de uma indumentária.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ausência

Caso te chamo Ausência,
Brilho de léguas e léguas,
Te entendo como Solidão.
Tenha de mim Clemência,
Tenha por mim Comoção.

Caso te chamo Ausência
É porque criei a Distância.
Engana-me o teu Perfume,
Fruta da Maleficência,
Saudade com Azedume.

Caso te chamo Ausência,
Lábio invisível do Silêncio,
É sabendo da tua Presença,
Já que a tua Reincidência
Traz sempre Desavença.

Caso te chamo Ausência
(Por mais quanto Tempo?)
É por não ter Personificação.
Caso te chamo Carência
É por faltar-lhe um Coração.


(VFM)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Nostalgia

Como é bom voltar às raízes,
Rever os caminhos d'outrora,
Visitar as caras meretrizes,
Revivendo o tempo; embora
Esteja a memória enrugada,
A face, ao longe, desfigurada,
Os antigos amores, infelizes,
Vivendo apagados aí afora...
Todo enigma da vida, agora,
São lembranças em crises,
Histórias saindo de valises.
Como é bom voltar às raízes...(?)


(VFM)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Resposta

Como Deus, queria o Mundo.
Como Poeta, queria a Lua.
Como Homem, queria o Amor.
Por fim, ganhou a Incerteza.



(VFM)

terça-feira, 30 de junho de 2009

Fragmentos e Poemas Memoráveis

Em cena, hoje, um romance um tanto quanto metafísico, um tanto quanto hilário, um tanto quanto excelente! Conheci a obra desta autora por meio deste livro e logo depois quis ler outras obras dela. Muito me encantou. Com suas análises de mundo e suas percepções psicológicas da vida, suas histórias fazem você pensar. Eu aconselho a saga de Macabéia!

"Ela nascera com maus antecedentes e agora parecia uma filha de um não-sei-o-quê com ar de se desculpar por ocupar espaço. No espelho distraidamente examinou de perto as manchas no rosto. Em Alagoas chamavam-se 'panos', diziam que vinham do fígado. Disfarçava os panos com grossa camada de pó branco e se ficava meio caiada era melhor que o pardacento. Ela toda era um pouco encardida pois raramente se lavava. De dia usava saia e blusa, de noite dormia de combinação. Uma colega de quarto não sabia como avisar-lhe que seu cheiro era murrinhento. E como não sabia, ficou por isso mesmo, pois tinha medo de ofendê-la. Nada nela era iridescente, embora a pele do rosto entre as manchas tivesse um leve brilho de opala. Mas não importava. Ninguém olhava para ela na rua, ela era café frio."

Livro: A Hora da Estrela
Autora: Clarice Lispector