segunda-feira, 8 de junho de 2009

Ao Amor

Como forma de homenagear a semana do dia dos namorados, segue um poema para um Enorme Amor.


Distante do seu olhar de ventura,
Asa que sorri divina e pura,
A saudade afronta-me em lufada.
Minh'alma errante da terra idolatrada

Percebe que não se pode mais
Ver outros olhos, que vão persigo.
Enfara-me o olhar dos mortais,
Pois a eterna luz está contigo.


(VFM)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Poema de Aniversário 2

Neste mês não podia deixar de homenagear uma pessoa tão querida e que gosto muito, Renata. Fiz este poeminha para, quem sabe, dizer o quanto a considero e como é importante esta data tão especial.


É chegado o dia,

Talvez dia santo,

Júbilo, tanto, tanto,

O Aniversário – Que alegria!

Se temos a nós

Dedicados momentos,

Não devemos a sós

Deixá-los largados aos ventos.

Mas que Felicidade!

Do passado a saudade (?).

Uma coisa ruim no pretérito,

Tem também seu mérito.

As boas, sejam muitas,

Que sejam todas gratuitas.

Compartilhe com os amigos,

Nossos sinceros abrigos.

Lembremos da Família,

Que nos tem em vigília.

Do amor… Ao amor

O cálido andor.

E, sempre, a Deus,

Que não se dá adeus.

Aniversário é o dia

Que nos contagia.



(VFM)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Súbito

Desculpe caros e estimados leitores pela ausência esses dias, mas o labor me sorveu todo o tempo e meu pc ainda está no conserto. Mas, enfim, todavia, não obstante, voltei! Segue um poemeto que escrevi ontem a noite, após um dia árduo.


Não me lembro bem...
Sim, lembro muito bem
Da unção que a paixão
Causou no meu coração.
Uma música anunciava,
A flecha saía da aljava
E alígera, sem despeito,
Foi ao âmago, ao peito.
Bateu, uma, duas, três.
Eu disse: outra vez?
Inelutável! Foi assim
O amor apossou de mim.


(VFM)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Excessos

Numa Jogada, uma ficha,
O dinheiro em fuga,
O tempo que enruga,
A vida que subtrai e lixa.

**

A solidão
faz conluio
co a saudade.
O coração
faz conluio
co a maldade.

**

Duas doses de tequila,
Alguns cigarros,
(pigarros)
A noite que se aniquila.


(VFM)


Obs: mais uns versos encontrados na bagunça da minha vida.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Destino

Insinuei-me as senis Parcas de como teceriam o fio do meu destino, pois gostaria somente gozar a felicidade. Bramindo a tesoura, cajado negro, na mão, cumpriam a promessa de entregar-me a Hades. Ostentando o horror nas faces do desatino, descobri que o regojizo independe da paixão.

Quis, eu, aliciá-las para que cuidassem do meu fio proscrito, embora, assim, acabarei com qualquer dúvida que o sorriso e o meu sangue túmidos de juventude se esvaiam nos meus erros; talvez por cortes menores, cisões do tempo, levando até meu verdadeiro fim. De nada adiantou. Pouco misericordiosas, elas, senhoras das horas, em uníssono, ceifaram o rubor da minha vida. A dor! Nada mais pude contra o corte rude das três Parcas, que me tiraram três essencias primordiais: o Amor, Felicidade e o Perdão.


(VFM)


Obs: texto achado num monturo de papéis anos guardados, ou possivelmente escondidos.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Etimologia

Olá Caríssimos! Para não perder o costume, novamente posto as hilárias histórias "genealógicas" das palavras. Para os sôfregos dos mistérios dos termos, o Márcio Bueno conta e perscruta a etimologia do nosso vernáculo. Degustem!

Tesão: Alguns dos sentidos são "excitação, desejo sexual; estado do pênis em ereção; pessoa que desperta desejos seuxuais". Assim como "tensão", o termo deriva, por via popular, do latim "tensio", "-onis", do verbo "tendere" (esticar, retesar, distender). Tesão era uma palavra usada correntemente, inclusive na literatura, com o sentido de "força, intensidade; manifestação de violência". Mas, à medida que passou a ser utilizada popularmente com os sentidos relacionados com sexo, foi desaparecendo da linguagem culta, como ocorreu com outros vocábulos de história semelhante.

Testículo: Glândula sexual masculina, ou gônada masculina. Em latim, testículo era chamado de "testis" e, a partir do primeiro século da era cristã, pelo seu diminutivo, "testiculus". Essa mudança ocorreu no latim vulgar, que passou a adar preferência aos sufixos diminutivos. O mais curioso é que "testis" significava "testemunha". Ou seja, os romanos chamavam as gônadas masculinas de tal e posteriormente de "pequenas testemunhas". Devem estar se perguntando por quê, né?! Os testículos eram assim denominados por serem "testemunhas da virilidade", por conseguinte, não tomavam parte ativa no ato sexual, apenas testemunham.


segunda-feira, 25 de maio de 2009

Dédalo

A frase escolhida faz parte do livro "Romanceiro da Inconfidência" escrito pela poetisa Cecília Meireles: Não posso mover meus passos por esse atroz labirinto.


“Não posso mover meus passos por esse atroz labirinto...” Foram as únicas palavras que o nobre Aedo conseguiu escrever. Já madurava por um período secular o desafio, frente aos seus pensamentos. Já tinha ouvido outras histórias sobre o hiato desta vasta construção, formada com dedicação e esmero. “Sê Intrépido”, dizia no portal das suas ideias. Tinha bons motivos para honrar sua competência, pois as escassas palavras se destinavam ao seu maior amor.

A resposta não tardou em chegar, veio em velas brancas, na fronha do mar. “Há de lograr todo o êxito e glória e se notabilizará por seus feitos para a história, amor meu!”. A missiva carregava os olores de uma primavera e a lágrima, como um beijo, pontuava o final do texto.

Não havia escapatória. Imaginava o duelo a se travar, a faina que o aguardava. Zéfiro ciciava em seus ouvidos. Todos os olhos politeístas estavam dedicados a ele. Não hesitou. Muito vagou, entre Cilas e Caríbdis. Sonhava se eternizar assim como outros heróis e poetas de sua pátria. Chegou ao seu destino.

Eis que vislumbra a pugna. Sua amada o aguardava para auxiliá-lo. O medo afagou seu corpo por três vezes. Caminhou em direção as aleias poéticas, arrastando seu enorme escudo da inspiração. Osculou sua musa e partiu. A sorte se esvaia a cada passo. Durou horas perdido. Foi quando o que menos esperava aconteceu. Lá estava a sombra bafejando o seu semblante. Descomunal. Atro. O Minotauro veio, célere, enfurecido, para matá-lo com um só golpe. Errou. Como um toureiro, esmagou o crânio da besta e este beijou o chão e bebeu do seu sangue. O herói estava formado. Voltou através da linha do amor, júbilo. Saiu esbaforido. Foi beijado incessantemente. Venceu seu maior medo.

Regressou a sua terra com as palavras de Ariadne vociferadas no ar: “Venceu. Venceu. Venceu, este é o herói Teseu.”


(VFM)