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terça-feira, 24 de julho de 2018

MICROCRÔNICA POLÍTICA



Novo Ministro do Trabalho com 24 infrações trabalhistas é empossado por saber dar trabalho ao MP.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

PARENTE DO HINO NACIONAL


Ouviram no Ipiranga as bombas tácitas
De um povo em caminhões beligerantes
E o preço da Petrobrás um ágio estúpido
Parou na Shell da Pátria revoltante.

Se o motor tá na anormalidade
Conseguimos empurrar com braço forte,
Em um posto vai parar, ó humanidade,
Pois a gasolina vai cobrir a nossa morte!

Ó Pátria finada
Uma gota pra cada
Salve! Salve!

quinta-feira, 24 de maio de 2018

sexta-feira, 13 de abril de 2018

SEXTA-FEIRA 13


Que gato preto dá azar eu não sei, mas que Tucano dá sorte, isso dá!

30 DIAS


P/ #Marielle

30 dias sem notícias,
Fica só sua ausência de resposta.
30 dias sem regresso
E muitas coisas sentem sua falta.
30 dias sem você
Para organizar a minha solidão.
30 dias sem sorrisos
E os instantes apertam minhas mãos.
30 dias de espera
Já que a rua dura muito tempo ainda.
30 dias doloridos
E o teu nome está cansado nos relógios.
30 dias de verdade
Para uma verdade que ninguém revela.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

PÁTRIA


Se a pátria nos impõe desigualdades
E vemos só injustiças e matanças,
Gritemos! Gritemos alto por mudanças,
Pois a liberdade tá atrás das grades.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

O BRASIL DA GENTE



Grande acordo, com Supremo, com tudo.
Eis o lema atual da nossa bandeira.
Assim vemos o Brasil descer ladeira,
Ao som dorido do martelo agudo.

Enquanto isso, o Temer, senhor poluto,
É santificado pelos seus rebentos,
Ganhando deles, altíssimo tributo,
E satanás sempre cobra seus proventos.

Brasília é mais um traço condenado
Nas páginas da nossa Constituição.
Resta, quem sabe, uma luz sobrevivente?

Sob triste céu de um povo magoado,
Vamos à luta com todo o coração,
Pois é da luta que nasce nossa gente!

quarta-feira, 4 de abril de 2018

JUÍZO FINAL



“ April is the cruellest month...” (T.S. Eliot)
“Abril é o mais cruel dos meses”

No dia 4 de abril
O juiz bateu panela,
A justiça sumiu.

Sofre a sequela
Esse país molambento
Em tom de mazela.

Em todo momento,
São ameaças e tiros
Sem um argumento.

Somos pioneiros
Nos tipos de corrupção,
Pobres brasileiros.

Qual a nossa missão?
Políticos e juízes,
Reis creem que são.

Tolos, infelizes,
Vemos mais uma pessoa morta
De todos matizes.

Batem na sua porta.
Soldados e mil impostos,
Ninguém te conforta.

E cheios de desgostos,
Vemos o Brasil derruir
Em quantos mais rostos?

Quem vai se redimir?
Enquanto o povo sofre
Tem sempre um a rir.

A senha do cofre
Nosso presidente sabe.
Digite: Enxofre.

Aqui tudo cabe.
Exército e o ladrão.
Brasil se acabe.

quinta-feira, 15 de março de 2018

VI O SORRISO DA MULHER NEGRA ASSASSINADO


vi o sorriso da mulher negra assassinado.
vi seu rosto negro com marcas da história.
vi o sangue negro levantar sua bandeira
& se afundar & escorrer nas ondas do mar,
pintando a areia branca com sua cor.
vi a rua abatida. vi o carro esburacado.
vi o corpo ofendido, perturbado & morto.
estamos fodidos. estamos cobertos de sangue.
está tudo passado em papel em branco.
a sentença está na cor da pele,
na colorida dor de África. vidas negras importam?
8 ou 9 tiros. pouco importa. os inimigos
tiram vidas, tiram o sono das pobre mães.
querem alvejar os negros. querem cobrir
o negro. a alegria negra. a voz negra.
querem sambar com a injustiça,
dar votos para a comissão de frente
da ditadura, querem cantar o feminicídio,
querem os inimigos aprisionar em
silêncio o grito da revolta.
cria da maré, da rocinha, pavão & pavãozinho,
da quebrada, da favela, querem
cantar as mágoas de março
nos bares chiques do leblon,
querem matar os jovens negros
nos sinais de trânsito & ainda assim
transitar livres pela baía de guanabara.
querem comprar a carne negra nas calçadas,
ricos, brancos, brancos, brancos,
riem das dores do morro,
das causas de março, das negras do mundo.
o homem e o mesmo Rio seguem iguais.
"precisamos gritar para que todos saibam
o está acontecendo em acari nesse momento."
o que está acontecendo com nosso país?
a cidadania está morta. o negro alvo da morte.
os sonhos & planos enchem as praias
de lágrimas. uma mulher negra passa
vendendo suas lágrimas. é sacolé,
é biscoito, mas no fundo o que o inimigo
quer é o mate. mate. mate. mate.
a família negra treme em seu pequeno barraco.
é chuva, é vento, é frio, é o tiro, o murro,
que sacode a casa, que fratura os ossos
& desperta a criança negra do seu sono de fome.
o inimigo quer entrar. você sabe do que ele é capaz.
o negro sabe do mundo. o pobre sabe da dor.
a favela não sabe seu nome, muitas vezes
visitada por balas e turistas.
o coração do negro pulsa, o do inimigo bate,
espanca, assassina, cala o surdo chamado.
o inimigo persegue incansavelmente,
golpeando os direitos, golpeando a mulher negra
mesmo essa liquidada no beco de suas tristezas.
está na hora de perseguirmos os inimigos,
apesar de sua potência de fogo, sua proteção
da gravata, do seu colete de toga.
o inimigo não quer desaparecer.
a mulher negra está na luta para não
desaparecer. ela suporta a dor de anos,
escrava dos homens, escrava do tempo.
não fique quieta, não fiquemos quietos.
a raça negra, negra como a noite
não deve se esconder atrás das
estrelas, do branco carregado de vaidade.
mulher, mulher, mulher.
vi seu sorriso assassinado.
vi suas mãos de luta alimentar seus filhos.
vi seu coração largado
no céu escuro. pobre negra, negra pobre.
querem colocar no ar mais uma série
da barbárie. querem fazer uma minissérie
das suas angústias para o inimigo
ganhar mais propaganda & ibope.
querem dar um emprego para lavar o branco.
vão assim, mulheres negras, morrendo
aos poucos & outras vão morrendo mais.
a morte está vestida de branco.
mulher negra, o terreiro te canta.
iansã, ewá, nanã, oxalá!
há guerras dentro da mulher negra,
ao redor da mulher negra,
e morre a mulher negra.
mais um nome sangra na história branca.
não podemos deixar em brancas nuvens.
os inimigos têm de pagar.
luto e luta fazem o seu corpo.
vocês são presentes. vocês estão presentes.
não se deixem calar.
vi o sorriso da mulher negra assassinado.
é um recado violento. é uma ameaça. é um genocídio.
é mais uma arma na cabeça de todos nós.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Projeto de Constituição simplificada e temerária para o Brasil


Art 1 - Todo Brasileiro tem como afundamentos:
I. Enfrentar uma fila em ordem do mais rico para o mais pobre para pegar uma senha ao progresso.
II. Saber assinar seu nome para sonhar com uma carteira de trabalho assinada.
III. Entregar seus direitos a livre iniciativa privada.
IV. Ver florescer o pluralismo corrupto.

V. A dignidade de enfrentar o inferno dentro de um transporte público em horário de pico.
Art 2 - São todos os Poderes da União, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário e que se foda o povo.

Art 3- Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I. Dar ao povo mais mãos para a mendicância e bolsos para a alta sociedade.
II. Fornecer 2 litros de óleo de peroba para tanto cara de pau.
III. Ter algum político inútil.
IV. Dar a democracia livre interpretação.

Art 4 - A República Federativa do Brasil rege-se pelos seguintes princípios do desbunde:
I. A mentira sempre prevalecer sobre o descalabro.

Art. 5 - Todos são iguais perante a lei de acordo com a natureza do governante nos termos seguintes:
I. É livre a manifestação do pensamento nas escutas telefônicas e nas estatísticas.
II. Mesmo que tudo esteja perdido, ache um desempregado.
(VFM)

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Um poema Temeroso


(A moda de Tomás Gonzaga)
Eu, TEMER, fui primeiro 
Deputado. Cansei de ser vice.
Sou interino na malandragem.
Como Jucá muito bem me disse
O acordo, as carnes são nossas,
O tribunal e as notas mais grossas.
Ah! Minha bela Marcela, glória!
Eu paguei a todos se contares
Para me salvar a reputação.
Salve, salve os parlamentares
Porque de tudo nada provo
Eu voltei presidente de novo.
Grava aí Gilmar, meu bom amigo,
Outras mudanças serão enormes.
Sai Janot ingrato com seu pranto.
Veja enquanto o povo dormes
A gente contente dessa sorte
Até que o país chegue a morte.
(VFM)