Bem... Acho que algumas pessoas (amigos e familiares) já sabem que publiquei um livro ano passado, com o título de Poemas e Quinquilharias. A história de como ele veio ao lume é outro causo que não vou pormenorizar aqui. O importante é que saiu e um dos meus sonhos se concretizou. Para este ano já providencio a segunda edição, pois os livros se esgotaram, devido a pequena tiragem. Avisarei a todos sobre o evento, etcetera e tal. Por ora, deixo abaixo um acepipe, um poemeto presente no meu livreto. Espero que apreciem.
Árvore da VidaA árvore franzina com sua copa enorme,
Em profundo êxtase telúrico onde dorme,
Mesclando com a fauna e o aroma da flora
Resplandece, freme, envolve-se com a aurora
Num nascer de sol luxuriante. O Zéfiro – a Brisa!
A correr como rapariga sem ver onde pisa,
Derriba a paz das ramagens formando sua alfombra.
Um mistério de luz forma com parca sombra:
Éreis Primavera?! És sopro outonal de despedida
Tombando junto com o pranto do orvalho.
Dir-se-ia que nesse toque vibrátil de cada galho
És estranha mágoa a emurchecer a única flor,
De um desfolhar que era o nosso amor,
De uma folha última que era a nossa vida.
(Vinícius F. Magalhães)