Mostrando postagens com marcador Devaneio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Devaneio. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de julho de 2018

DIA DO ESCRITOR



O branco ofuscante do papel vazio dormia nas mãos inconfessas. O lápis descia uma oitava para que a frase surgisse três compassos depois. E foi assim que ele se descobria, com olhos e mãos patinhando nas ingrediências da poesia.

terça-feira, 24 de julho de 2018

AFLORISMO



Dai aos encontros a condição de te dizer que o amor existe e que não passei pela vida sem te ver.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Notícia em um jornal dobrado no infinito: 

'Homem é vítima de Poesia em sequestro relâmpago. Solto após pagar um poema no crediário'.


(VFM)

segunda-feira, 16 de abril de 2012


No deserto do teu corpo, a tua boca é um oásis de margens carnudas, onde posso colher pêssegos e beber do sangue morangos nas águas maduras de versos férteis.


(VFM)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012


A força da gravidade do teu sorriso é que me atrai e me aprisiona a alcova da tua boca, onde fazíamos amor.





(VFM)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012



O poema é como um leito de um rio,
E
Sabe que foi feito para você banhar.


(VFM)



Obs: inspirado no poema de Violeta C. Rangel

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012


A saudade é como um passarinho: é livre para se sentir, vive solta no nosso peito, mas sua leveza é de chumbo. Apesar de a saudade ir e vir, apreciar tanto o seu ninho – ser o homem a sua manjedoura –, a saudade é uma felicidade que apesar de nos queimar por dentro, na alma ela nos põe sol, doura.

(VFM)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012


Olhei o céu. Era noite. A Lua. Sua boca de catleia. Ela, nervosa. Deu-me um beijo. Parece que foi ontem. Sonhei. É hoje? Ela, coquete. Saudou-me. Lábios da madrugada.

(VFM)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Fábula

O sorriso das folhas derrotava a triste face do vento, abatendo a sisudez das nuvens que se vestiam com o terno de trovoadas. A árvore que sustinha todos aqueles rostos fagueiros achava-se a mais feliz de todas, pois estava coberta por verdes anjos do céu.



(VFM)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011



Fico a salivar no corpo de um poema inteiro, quando ele está nu e as palavras não lhe cobrem teus lírios. O silêncio do teu verso me fez te amar e a terra lírica em que vive é um canteiro que o poeta te semeou.



(VFM)

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Versificado


Estende o sorriso no varal da boca, sacode uma palavra, tenta secar uma rima. Na brisa da língua, que vem com a maresia da frase de ontem, a morna tarde do teu beijo em verso cotidiano.


(VFM)

Tenho guardado nos meus lábios ditos de todos os sábios: o Amor é com um pássaro: têm penas quando a saudade lhe encolhe de frio o corpo, asas para alcançar um sonho e buscá-lo, e canta, e pia, a velha cantiga: “Eu te amo, Eu te amo”.


(VFM)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011


Se na janela não batesse, rude, a mão do sol eu dormiria mais arejado na sombra. Tenho que mudar os ventos da rosa da cama, assim o sonho se ajetaria melhor na relva celeste.


(VFM)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Para um amor maduro


Que fome! Vontade de morder teu fruto e sentir todo o teu sumo envolvendo minha boca numa alegria estranha, como se teu gosto fosse um verde constante, e a árvore do teu corpo pudesse eu sempre e eternamente descascar.


(VFM)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Redito

O sujo falando do mal lavado, o farrapo falando do roto, o soluço do arroto, a dor para o mal amado, o mal cheiro do esgoto, a feiúra para o sapo, a trilha do sapato, o mundo falando do CU.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Quase uma canção

O teu afago eu despacho,

Cansei de ser capacho

Do teu bem querer.

O teu abraço eu desato,

Agora nosso laço

É a gente se esquecer.


(vfm)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Fraseado


Quero escrever no mar o sorriso da alma. Quero grafar nas ondas a memória dos sonhos. Quero desenhar um oceano de versos. Quero uma maré de inspiração. Quero, por fim, marulhar como poeta.

(VFM)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2011

Ao final, todos os anos são como livros guardados. Leia as lembranças e folheei as saudades. Ontem é nostalgia. Abra o capítulo intacto do mundo, Ano Novo!

Abraços aos meus amigos leitores!

(VFM)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010


Nunca meu coração me pertenceu. Tenho o peito na escuridão. O que carrego comigo está na extensão da eternidade, plainando em algum sorriso perdido.


(VFM)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Poema para não desbotar

Enchi o céu com teu nome e cobri a terra com a tua existência. Dos meus versos de areia, pus um recado no mar: a tua lembrança é uma cicatriz, os teus sonhos são impossíveis de escavar. Por motivos de saudade, preenchi o teu corpo com um poema para não desbotar.


(VFM)